O Dragon’s Dogma 2 é conhecido pelas suas microtransações exorbitantes, mas, mesmo a tempo do lançamento do DLC, estas vão ser eliminadas

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Em outubro, o Dragon’s Dogma 2 deverá receber uma grande expansão intitulada «Dark Arisen». Em preparação para os novos conteúdos, a Capcom vai finalmente eliminar algumas das microtransações mais irritantes da loja.

No último Summer Game Fest, houve algumas surpresas. Um remake de Ocarina of Time, Resident Evil Veronica e oregresso da exclusividade para consolasforam apenas alguns dos temas que suscitaram muita discussão na comunidade de jogadores.

Além do remake de Resident Evil, a Capcom tinha ainda outras novidades importantes na manga. A editora japonesa não só apresentou uma expansão para oMonster Hunter Wilds, como também anunciou, com oDark Arisen, para o início de outubro, um DLC abrangente para oDragon’s Dogma 2, que nos levará à região gelada de Norgan. Ao mesmo tempo, o RPG de 2024 deverá também chegar à Switch 2 como um pacote completo.

Ficou agora a saber-se que a Capcom irá, além disso, banir do jogo muitas das microtransações que foram alvo de grande controvérsia aquando do lançamento de Dragon’s Dogma 2. Além disso, o jogo base terá um desconto permanente no preço, como parte da campanha de marketing para o próximo DLC.

Itens da loja removidos

Com isto, a Capcom corrige, de certa forma, um dos maiores problemas de Dragon’s Dogma 2. Pois, embora o RPG de açãotenha destacado-se no nosso testepelo seu vasto conteúdo, pela IA criativa dos vassalos e por todo o seu encanto medieval, teve de enfrentar, no lançamento, muitas críticas devido à forma como as microtransações foram concebidas.

Por um lado, a indignação dos fãs deveu-se ao facto de um título para um único jogador, vendido a preço integral, incluir este tipo de transações; por outro lado, estas também perturbaram de forma significativa o fluxo de jogabilidade de Dragon’s Dogma 2. Isto porque, através de itens da loja, era possível contornar facilmente certas partes da jogabilidade em troca de dinheiro real.

Conforme a Capcom anunciou no Twitter, a partir de 24 de junho, serão removidos da loja digital com dinheiro real, entre outros, os chamados «Wakestones» para reanimar, os cristais «Rift», os cristais «Port» para viagens rápidas e itens para personalização de personagens. Os desenvolvedores justificam oficialmente esta medida como desenvolvimento de conteúdo adicional e ajustes para a próxima atualização do título— ou seja, Dark Arisen.

As vantagens adquiríveis destes itens estavam, desde o início, em contradição com o design do jogo Dragon’s Dogma, que colocava em destaque as viagens árduas e as suas consequências. Quem pagava contornava o jogo propriamente dito. Um erro de design, pois, em troca das receitas provenientes das transações na loja, o Dragon’s Dogma comprometeu a sua própria integridade narrativa.

Para além da promoção de limpeza de primavera na loja, a Capcom reduz também de forma permanente o preço da versão digital padrão. No entanto, a promoção de descontos e a reviravolta nas microtransações não são uma coincidência, mas sim uma estratégia cuidadosamente calculada pela Capcom. Como medida de marketing para o próximo DLC, a empresa elimina alguns pontos fracos do jogo principal, conseguindo assim atrair alguns novos clientes.

A remoção das microtransações não altera, no entanto, a jogabilidade propriamente dita. Todos os itens continuam a estar disponíveis através do jogo normal em Dragon’s Dogma 2 —apenas de forma significativamente mais lenta. Já não é possível comprar progresso rápido na loja com dinheiro real; assim, após dois anos, o equilíbrio está finalmente como deveria ter sido desde o início.

Antes do lançamento de Dark Arisen, está prevista para o final de agosto uma pequena atualização no Dragon’s Dogma 2, que trará algumas melhorias na qualidade de vida e no desempenho.

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