Zach Cregger pensava que as suas decisões para Resident Evil iriam ter mais aceitação entre os fãs dos jogos.
«Resident Evil» regressa aos cinemas e, não, Paul W.S. Anderson nem Milla Jovovich têm nada a ver com isso. Em vez disso, é Zach Cregger(«Weapons», «Barbarian»), um verdadeiro especialista em terror, que se aventura numa das maiores séries de videojogos de sempre.
Por que é que Resident Evil não reconta a história dos jogos
E, para isso, Cregger toma algumas decisões que deixam muitos fãs de videojogos de sobrancelhas franzidas.Assim, Resident Evil (como reza o título do filme) não se limita a recriar as aventuras de Chris Redfield, Jill Valentine ou Leon S. Kennedy; em vez disso, temos uma história que poderia decorrer em paralelo com a obra original.
Aqui, a ênfase recai sobre poderia. Pois o filme de Cregger aborda o cenário de Raccoon City, mas não só o transporta para o inverno, como também o transfere da década de 90 para o presente. Numa entrevista à IGN, o realizador admite que achava que as suas decisões seriam melhor recebidas pelo público:
Acho que fui muito ingénuo. Pensei que os fãs dos jogos ficariam – tal como eu – entusiasmados por alguém vir dedicar um filme de terror de sobrevivência a Resident Evil. Pensei para mim mesmo:Isto vai ser fantástico.
Tenho a sensação de que há uma eternidade que esperamos pela história do Leon, sem que ela tenha sido devidamente valorizada. Compreendo isso e lamento que esta não seja a história que estou a contar.
Compreendo a frustração. Compreendo-a mesmo muito bem, porque não vi os filmes anteriores de Resident Evil, uma vez que não correspondem ao Resident Evil que eu adoro. Como poderia, então, culpar os fãs por pensarem exatamente o mesmo [sobre o meu filme]?
Uma declaração de amor aos jogos
Este é já o segundo reboot e o oitavo filme de cinema da série Resident Evil, que gira em torno do mensageiro Bryan (Austin Abrams), que tenta entregar uma importante remessa médica no coração de Raccoon City. E, bem, pelo caminho, ele depara-se com todo o tipo de criaturas terríveis e mortos-vivos.
Neste contexto, Cregger procura, acima de tudo, transpor a sensação de jogar Resident Evil para o grande ecrã.Concretamente, fala-se, por exemplo, de medo constante, escassez de munições e da procura da rota de fuga certa.
Só espero que vejam o filme – independentemente do seu cepticismo ou desilusão em relação a ele […]. E que, ao verem o filme, se sintam compreendidos e reconheçam todo o amor pelos jogos que está presente neste filme. Porque esse amor está lá.
Aqui não se trata de eu simplesmente contar uma história e colar o nome «Resident Evil» para conseguir um orçamento. Trata-se de eu contar uma história de «Resident Evil». Compreendo a resistência, a sério, porque eu próprio a conheço. E ela é fruto de um amor genuíno.
«Resident Evil» estreia nos cinemas alemães a 17 de setembro de 2026. Além de Austin Abrams, contam-se com a participação de atores e atrizes como Kali Reis, Paul Walter Hauser, Zach Cherry e Johnno Wilson em papéis secundários.
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