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Segunda-feira, Março 16, 2026

«Simplesmente repugnante» — O criador do DayZ acha que a Valve está a se safar com muita facilidade com os jogos de azar no Counter-Strike

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O criador do DayZ, Dean Hall, se manifestou claramente contra os mecanismos de jogos de azar no mercado Steam do Counter-Strike. Ele acha que nós, jogadores, estamos a deixar a Valve se safar com muita facilidade.

Dean Hall não é um homem que tem papas na língua. O criador do sucesso de sobrevivência DayZ e atual chefe do estúdio neozelandês Rocketwerkz é conhecido na indústria pelas suas opiniões claras. Numa entrevista à Eurogamer, o programador abordou recentemente o tema das loot boxes e jogos de azar, criticando veementemente a gigante da indústria Valve.

A acusação de Hall: Enquanto editoras como a EA foram publicamente criticadas por suas caixas de saque (palavra-chave: Battlefront 2), a Valve sai impune com seus sistemas no Counter-Strike. Ele acha que a comunidade, mas também a imprensa especializada em jogos, demonstra uma espécie de hipocrisia, pois a Valve é frequentemente vista como a «boa da fita», enquanto outras editoras são criticadas por sistemas semelhantes, em parte menos agressivos.

Mecânicas repugnantes 

Na entrevista, Hall critica o facto de a Valve ser tratada com demasiada benevolência pelos seus métodos de monetização. Literalmente, o neozelandês disse: «É algo pelo qual, na minha opinião, a Valve não recebe críticas suficientes […]».

No entanto, Hall não se limita a críticas amigáveis. Ele vai ainda mais longe na entrevista e deixa clara a sua repulsa por este tipo de monetização: Sinceramente, sinto repulsa pelas mecânicas de jogo de azar nos videojogos – elas não têm absolutamente nenhum lugar lá.

O seu principal argumento refere-se à ligação entre os mecanismos de jogo de azar e o mercado de dinheiro real do Counter-Strike, o que torna a situação lá significativamente mais problemática em comparação com compras puramente cosméticas (como no Fortnite).

Como funciona o jogo de azar na Valve

Mas o que Hall quer dizer exatamente? Afinal, as skins no CS são apenas cosméticas e não trazem nenhuma vantagem no jogo. O sistema do Counter-Strike baseia-se em caixas de armas que os jogadores recebem aleatoriamente no jogo. No entanto, para abrir essas caixas, é necessário comprar uma chave com dinheiro real (cerca de 2,50 €).

O conteúdo da caixa é uma skin de arma com diferentes graus de raridade. No entanto, o ponto crucial é: estas skins têm um valor monetário real no mercado Steam e podem ser negociadas. Enquanto muitas skins valem apenas alguns cêntimos, facas ou luvas extremamente raras mudam de proprietário por milhares de euros.

É precisamente esta ligação entre o jogo de azar (caixas com conteúdo aleatório) e um valor monetário pagável (através do Steam Marketplace) que torna o sistema um verdadeiro jogo de azar para críticos como Hall e também para muitas autoridades reguladoras.

O clamor público em torno das caixas de saque (posteriormente removidas) em Star Wars: Battlefront 2 levou a uma mudança de pensamento na indústria na época. Em vários países, incluindo Bélgica e Holanda, as caixas de saque pagas, cujo conteúdo não é conhecido antecipadamente, passaram a ser consideradas jogos de azar ilegais pelas autoridades reguladoras.

Muitos desenvolvedores passaram então a adotar os Battle Passes ou a venda direta de cosméticos. A Valve, por outro lado, conseguiu manter o seu sistema ao longo dos anos, muitas vezes com o argumento de que se tratava apenas de cosméticos. Dean Hall obviamente vê as coisas de forma diferente – e provavelmente não é o único a pensar assim.

Flo
Flo
Idade: 28 anos Origem: Alemanha Hobbies: Jogo, Biking, Futebol Profissão: Editor online

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